Síndrome de Epilepsia em Crianças

Por Dra. Paula Girotto
Publicado em 17 de julho de 2019
Epilepsia em crianças
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Você está tranquilo em casa, aproveitando mais um dia com a família reunida, quando de repente, tudo acontece em câmera lenta: você percebe que o seu filho perdeu a consciência do que está ao seu redor, por causa do olhar vago que ele apresenta, ele cai no chão, fica com os braços e as pernas enrijecidos, e em seguida, passa a se debater, ou seja, ele começa a apresentar um quadro de ataque epiléptico.

A partir daí o seu cérebro entra em estado de alerta, você começa a pensar em várias coisas para ajudar o seu filho, custe o que custar. Então começa a ter reações instintivas, afinal você só deseja protegê-lo, mas não sabe muito bem o que fazer.

Nestas horas pode ser difícil perceber que o seu pequeno está apresentando um quadro de crise epiléptica e que, dependendo da sua reação, você poderá ajudar ou atrapalhar, podendo até mesmo agravar as condições do seu filho.

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Continue acompanhando este artigo para saber mais sobre os principais sinais de crises epilépticas em crianças, quais são eles e o que fazer a respeito.

O que São Crises Epilépticas?

Uma crise epiléptica é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, devido a uma atividade neuronal excessiva. Os sinais ou sintomas incluem fenômenos anormais súbitos como alterações da consciência ou eventos motores, percebidos pelo paciente ou por um observador.

A Epilepsia, por sua vez, é um transtorno do cérebro caracterizado por uma predisposição duradoura a ter crises epilépticas. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), ela atinge mais de cinquenta milhões de pessoas no mundo, das quais cerca de três milhões são os brasileiros.

Epilepsia em Crianças – Quais são os Tipos?

Existem diversos tipos de Epilepsia em Crianças, conforme pode ser consultado a seguir:

  • Síndrome de West ou Espasmos Infantis: é um tipo de Epilepsia que se inicia no período entre o 3º e o 12º mês de vida, e pode durar até os quatro anos de idade. Suas principais características são os espasmos, que duram alguns segundos e mantém uma sequência, e o enrijecimento dos membros superiores e inferiores, principalmente após a criança acordar;
  • Síndrome de Doose ou Epilepsia Mioclônica Astática (MAE) da Infância: é mais comuns nas crianças entre um e cinco anos de idade, e caracteriza-se por convulsões generalizadas, ataques de queda e convulsões;
  • Epilepsia Rolândica Benigna: representa cerca de 15% dos casos de epilepsia infantil e seus indícios são abalos musculares repetitivos, dormência ou formigamento na região do rosto, cuja duração pode chegar a dois minutos. Tudo isso acontece na faixa dos seis aos oito anos, enquanto o pequeno permanece consciente;
  • Síndrome de Lennox-Gastaut (LGS): costuma atingir crianças entre os dois e os seis anos e é caracterizado por convulsões e por atrasos no desenvolvimento;
  • Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ): é representada por movimentos rápidos dos braços, dos ombros ou das pernas, principalmente após acordar.

Epilepsia em Crianças – Os Sintomas

Os sintomas da Epilepsia em Crianças podem variar de acordo com cada tipo de Epilepsia, mas em geral, costumam ser representados por:

  • Perda e/ou alteração da consciência;
  • Movimentos descontrolados nas mãos e nas pernas;
  • Abalos musculares;
  • Olhar vago;
  • Dentre outros.

Epilepsia em Crianças – Os Tratamentos

Os tratamentos da Epilepsia em Crianças variam de acordo com o tipo de distúrbio que a criança tem. As crises podem ser controladas com medicações, dieta cetogênica e até mesmo intervenções cirúrgicas, nos casos de identificação de um foco epileptogênico, ou seja, o local em que se origina a descarga que desencadeia a convulsão.