Crise de Ausência na Infância


Você já presenciou uma cena onde uma criança pareceu estar “fora do ar”, ou seja, em que ela não reagiu a estímulos e de repente voltou à realidade como se nada tivesse acontecido?
Apesar de não ser nenhum indicativo grave, as Crises de Ausência (que afetam principalmente as crianças) podem aparecer devido a transtornos neurológicos, que raramente persistem até a idade adulta.
Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre a Crise de Ausência na Infância, e se esta causa algum impacto durante os primeiros anos de vida de uma criança.
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Uma Crise de Ausência é um tipo de crise epiléptica mais comum na primeira fase da vida de uma pessoa, e é caracterizada por interrupções breves da consciência. Ou seja, nessas condições, o corpo físico da criança está presente, porém a sua consciência não está. Com isso, ela acaba não demonstrando qualquer tipo de reação por alguns segundos, o que pode inclusive passar despercebido pelas pessoas que estão ao seu redor.
Estas crises momentâneas começam a se manifestar mais comumente a partir dos cinco anos de idade da criança, juntamente com sintomas como o bloqueio da fala, discretos movimentos nos olhos, pálpebras e movimentos involuntários nas mãos.
Os sintomas da Crise de Ausência na Infância costumam aparecer de forma inesperada e podem se repetir diversas vezes ao dia, ou podem acontecer durante várias semanas e até mesmo meses. Estas crises, geralmente, são identificadas por:
Aos olhos dos outros, parece que a criança está “sonhando acordada” ou que está perdida em pensamentos, mas na verdade, ela pode estar tendo um quadro de Crise de Ausência. Quando isso acontece, o ideal é que o adulto ou responsável interaja com ela. Caso o pequeno não se lembre de nada do que tenha acontecido ao seu redor nesse curto espaço de tempo, é provável que ele tenha passado pela experiência descrita acima.
O diagnóstico das Crises de Ausência na Infância é feito através do histórico familiar, em que o Neuropediatra analisa se há casos de Epilepsia na família e realiza um exame físico, que pode incluir a solicitação de um eletroencefalograma para complementar a análise médica.
O tratamento é feito à base de doses de um medicamento antiepiléptico, que é prescrito pelo próprio Neuropediatra. A suspensão do remédio também é feita pelo médico responsável e de forma gradativa. Além disso, os especialistas recomendam que, em paralelo, a criança tenha uma vida ativa e saudável, para que assim, ela possa ter uma melhor qualidade de vida.