Diferença Entre Epilepsia e Convulsão. Perda da consciência e espasmos musculares. Ele está salivando? Fez xixi? Está suando? Entre a troca de roupa e correr para pegar os documentos, será que você não está deixando passar nenhum sintoma? Vai conseguir descrever os sinais que seu filho apresentou para a enfermeira e para o médico?
Toda vez é a mesma dúvida, será que é Convulsão ou Epilepsia? Elas são sinônimas? Esse tipo de confusão tem acontecido com certa frequência nos hospitais, e não ajudam na hora do diagnóstico e nem do tratamento. Por isso, é importante entender quais são as características de cada uma.

Continue acompanhando este artigo para saber Qual é a Diferença Entre a Epilepsia e a Convulsão e o que pode ser feito em meio a uma crise.

Diferença Entre Epilepsia e Convulsão

Entendendo os Conceitos de Cada Condição Médica

A Epilepsia se trata de uma desordem cerebral, onde acontecem descargas elétricas anormais e excessivas. Causada pelo mau funcionamento dos neurônios, pode ou não vir acompanhada de quadros de convulsões, espasmos musculares e das perdas de consciência e memória.

Ela costuma atingir pessoas de qualquer faixa etária, mas, preferencialmente, as crianças. Sendo que alguns dos motivos mais comuns de suas causas são os fatores ou as doenças genéticas, além da falta de oxigenação no cérebro durante o parto ou na gestação, malformação cerebral, infecções e também as convulsões febris.

Já a Convulsão, é um tipo mais severo de Epilepsia, em que ocorrem alterações involuntárias e transitórias da consciência, do comportamento, da atividade motora e da função autonômica, causadas por uma atividade anormal do cérebro.

Isso, porque acontece uma falha na condução elétrica cerebral, que leva a movimentos grosseiros dos membros, desvio dos olhos, perda da consciência e liberação da urina ou evacuação, por exemplo.

Ela também costuma atingir pessoas de qualquer idade, mas, principalmente, as crianças em seus primeiros anos de vida.

O Que Fazer Durante Uma Crise

Quando a criança estiver apresentando um quadro de convulsão, é importante tomar algumas providências, como:

  • Não se desesperar;
  • Colocar a criança deitada no chão, de lado, e com a cabeça apoiada em um travesseiro, na perna ou em um alguma peça de roupa, para que ela não se engasgue com a saliva ou com o vômito, por exemplo;
  • Não puxar a língua e nem colocar seus dedos na boca da criança. Ela pode te machucar por não controlar as contraturas da mandíbula, por exemplo.
  • Esperar a crise, que dura cerca de segundos ou de minutos, passar e levá-la ao hospital;
  • Se a crise permanecer por mais do que cinco minutos, transporte-a o quanto antes ao pronto atendimento para que as medidas necessárias sejam tomadas.

Fatores de Risco das Crises Epilépticas

Apesar de uma crise convulsiva não significar que a criança é epiléptica, existem alguns fatores que podem desencadear esta doença neurológica que é comum e que atingiu cerca de três milhões de brasileiros, como:

Após tudo isso, é importante entender que: quando a criança tem uma ou duas convulsões pontuais durante toda a vida, ela teve apenas um quadro isolado (ou crises convulsivas). Porém, quando ultrapassa desta marca, o seu diagnóstico é de Epilepsia.

Referência: Johns Hopkins Medicine

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!