Dor de Cabeça na Infância – É Normal? A cefaleia, mais conhecida popularmente simplesmente como Dor de Cabeça. Já está na terceira queixa mais comum no mundo. Inclusive a dor de cabeça na infância.

E ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma exclusividade de adultos ou seja, atinge só os mais velhos. É comum crianças se queixarem de Dores de Cabeça e muito comum também, não serem levadas a sério pelos seus pais ou por seus responsáveis. Muitas vezes, esse comportamento vindo dos pequenos é interpretado como possivelmente manha ou até mesmo desculpa para não realizar seus deveres e as suas tarefas. Ignorando assim o quadro de dor de cabeça na infância.

Continue a leitura desse texto e saiba mais sobre as dores de cabeça que afetam as crianças, assim como suas causas e sintomas.

Dor de Cabeça na Infância – É normal?

Cerca de 90% das crianças e adolescentes terão pelo menos um episódio de cefaleia no período de um ano. Na verdade, mais de um quarto dos adolescentes apresenta cefaleia uma vez por semana. Isso traz impactos no aprendizado escolar, relacionamento familiar e qualidade de vida dos jovens. Por isso, deve ser tratado como uma assunto sério pelos pais e profissionais de saúde.

O Que Pode Causar Dor de Cabeça no Meu Filho?

Na maioria das vezes, as dores de cabeça nas crianças ocorrem devido a pequenas doenças comuns como gripes e resfriados, podendo ser desencadeada também por choques na cabeça, falta de sono, alimentação, desidratação ou algum tipo de estresse que o pequeno tenha sofrido recentemente.

As principais causas pediátricas de Dor de Cabeça Aguda são:

  • Infecções Virais,
  • Sinusite e
  • Abertura do quadro de Enxaqueca.

Já a Dor de Cabeça Crônica pode ser um sintoma de uma outra doença, como no caso de cefaleia secundária, ou pode ser a própria doença (cefaleia primária).

As dores de cabeça primárias são responsáveis por 90% de todas as dores de cabeça crônicas na população pediátrica. A principal função da investigação diagnóstica na doença crônica é diferenciar as cefaleias primárias e secundárias.

Dor de Cabeça na Infância – Sintomas

Os sintomas mais frequentes de Cefaleia Secundária são:

  • Febre,
  • Alteração do nível de Consciência ou
  • da marcha,
  • abertura do quadro de dor antes dos seis anos de idade,
  • Ausência de histórico familiar de Dor de Cabeça e
  • piora progressiva dos sintomas ao longo do tempo.

Se algum desses sinais estiver presente, uma avaliação mais detalhada é obrigatória e exames devem ser feitos para investigar a doença responsável pelo quadro. Se a dor de cabeça da criança não apresentar essas características, provavelmente temos um quadro de cefaleia primária, onde a dor é a própria doença.

dor de cabeça na infância

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As principais causas de cefaleia primária em crianças são a Cefaleia Tensional e a enxaqueca, também chamada de migrânea. O tratamento consiste inicialmente em mudanças dos hábitos de vida. Se o quadro permanecer, podem ser usados medicamentos profiláticos.

Algumas mudanças de hábito para prevenir a dor de cabeça primária nos pequenos são:

  • Dormir bem;
  • Comer regularmente evitando longos períodos de jejum, já que baixos níveis de açúcar no sangue podem gerar a dor de cabeça;
  • Ficar hidratado, principalmente em dias mais abafados;
  • Comer alimentos que ajudam a prevenir enxaqueca, como vegetais verde escuros, grãos, carne magra ou peixes, alimentos com vitamina D;
  • Aprender a identificar alimentos que possam desencadear as dores de cabeça;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Identificar os motivos de estresse e reduzi-los;
  • Manter um diário da dor de cabeça para avaliar os horários e dias mais propensos para a dor;
  • Evitar o uso excessivo de analgésicos, para não criar dependência ou dor de cabeça rebote. Usar mais do que uma vez por semana já é muito;
  • Reduzir o tempo exposto a televisão, videogames e outros equipamentos eletrônicos.

Lembre-se que problemas na visão são responsáveis por uma parcela muito pequena das queixas. Em caso de dores de cabeça constantes em curtos períodos de tempo, é aconselhável levar a criança para uma consulta com um Neuropediatra ou um Neurologista Infantil de sua confiança.

Ele poderá realizar o diagnóstico correto e informar qual meio de tratamento é o mais adequado para o quadro da criança.

Fontes de Informação

Artigo publicado em: 17/05/2017.

Artigo atualizado em: 09/05/2019.

Por: Dra. Paula Girotto

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!