Epilepsia Mioclônica Juvenil – Saiba Mais


Epilepsia Mioclônica Juvenil. Mesmo o jovem fazendo as lições de casa ou alguma tarefa do seu cotidiano, tem apresentado dificuldades para alcançar as metas e os seus objetivos? E está constantemente em busca de algo novo por se se cansar e se frustrar com facilidade diante de uma rotina?
Já reparou que, além de tudo isso, a criança ou o adolescente adia os compromissos até o último minuto, tem dificuldade para colocar as ideias em prática, não é fã de tomar decisões e ainda, no caso dos mais velhos, dá indícios de que se envolve com bebidas e/ou com algum tipo de droga ilícita? Sem contar que a escola já chamou sua atenção para queda no rendimento, falta de organização e planejamento, temperamento explosivo, agressivo e alterações no humor.
Ao citar todos esses sintomas, foram invadidos por um misto de sensações e inúmeras hipóteses e justificativas diferentes se passaram pela cabeça? Mas todas essas características podem fazer parte de uma única doença, a Epilepsia Mioclônica Juvenil, que vocês vão conhecer mais detalhes ao longo deste artigo.
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A Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ) se trata de uma síndrome epiléptica generalizada, caracterizada por movimentos súbitos e involuntários de um grupo ou de um único músculo, que podem evoluir para crises convulsivas.
Os gestos tendem a se manifestar em forma de choques ou tremores, e vêm acompanhados de crises convulsivas tônico-clônicas, ou seja, o paciente apresenta duas fases: na tônica, após perder a consciência, cai e a sua estrutura física logo se contrai e enrijece. Na outra, ele desaba, contorce as extremidades do corpo e perde a consciência, mas recobra-a, gradativamente, assim que a crise passa.
Esse tipo de epilepsia costuma atingir os jovens de ambos os sexos, principalmente entre 12 e 20 anos.
A Epilepsia Mioclônica Juvenil é uma das síndromes de epilepsia infanto-juvenil mais comum, e é caracterizada também pela presença de:
Os indivíduos diagnosticados com esse tipo de quadro costumam apresentar alguns sintomas, que se iniciam na fase da adolescência, tais como:
Para que este tipo de doença possa ser diagnosticada, o médico estuda o histórico pessoal (principalmente, para saber o que acontece durante as convulsões) e familiar, faz uma análise clínica do paciente e solicita um Eletroencefalograma (EEG). E, caso julgue necessário, pode colocar em prática alguns métodos de ativação para estimular as crises epilépticas para confirmar a existência do quadro.
Após a conclusão desta etapa, o especialista prescreve remédios à base de medicações anticrise com o intuito de cessar as mioclonias e as convulsões.
Diante de tudo que foi exposto, é preciso alertar que, além da falta de sono e do estresse, existem algumas situações que podem facilitar o aparecimento das crises nesse tipo de epilepsia, tais como:
Em relação ao tratamento, o primeiro passo é educar o jovem sobre o estilo de vida ideal e o modo de prevenir os gatilhos para a EMJ, como evitar a privação de sono, aprender a controlar e/ou diminuir o estresse, e descansar adequadamente, por exemplo.
Em seguida, conforme brevemente explicado anteriormente, o profissional de saúde prescreve o medicamento para epilepsia com base em cada adolescente, considerando os sintomas, o seu dia a dia, o sexo do paciente, os relacionamentos e possibilidade de gravidez, o uso de método contraceptivo, o quadro clínico geral, entre outros fatores que influenciam na escolha do remédio.
Por isso, o aconselhável é procurar o médico especialista em Neuropediatria para que diagnostique o quadro do jovem e possa indicar as melhores formas de tratar e lidar com a Epilepsia Mioclônica Juvenil.