O Desenvolvimento Motor na Primeira Infância


O desenvolvimento motor e de linguagem dos pequenos segue margens de normalidades esperadas para cada fase – isto é, podem variar de criança para criança, mas existe um tempo máximo para cada situação ocorrer. Quando os pais notam algum tipo de estagnação, precisam conversar imediatamente com o pediatra, pois os atrasos no desenvolvimento são sinais a serem investigados.

O desenvolvimento infantil inicia-se ainda na vida uterina, com o crescimento físico, a maturação neurológica, a construção de habilidades relacionadas ao comportamento e as esferas cognitiva, afetiva e social.
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A primeira infância, que abrange crianças entre zero a cinco anos de idade, é a fase em que a criança encontra-se mais receptiva aos estímulos vindos do ambiente e o desenvolvimento das habilidades motoras ocorre muito rapidamente. Neste período, sobretudo no primeiro ano de vida, marcos motores primários – como o controle de cabeça, o rolar, o arrastar, o sentar, o engatinhar e a marcha no final do primeiro ano – começam a surgir.
A primeira etapa motora que o bebê deve alcançar é o controle da cabeça, que pode ocorrer até os três meses de vida. O rolar deve aparecer por volta dos cinco meses, e o sentar sozinho aos seis. Aos oito meses, a criança deve assumir a postura sentada sozinha, e aos nove, deve engatinhar e se puxar para a postura de pé. Em torno dos 12 meses, a criança começa a andar livremente.
É importante ressaltar que essas etapas não devem ser seguidas como regra, pois há uma variação na idade dos aparecimentos de cada marco motor.
Desde o nascimento os pais podem estimular o desenvolvimento motor da criança, oferecendo-lhe um ambiente rico de estímulos motores e sensoriais, tais como:
É importante que os pais fiquem atentos ao desenvolvimento motor de seu filho e observem se eles estão demorando muito tempo para atingir as etapas motoras nas idades esperadas. Além disso, outros sinais também devem ser observados, tais como:
Nestes casos, os pais devem conversar com um neuropediatra de confiança para esclarecer as dúvidas e, se necessário, receber o encaminhamento para uma avaliação mais detalhada.
Fonte: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-107X2013000200002
Artigo publicado em: 18/01/2018.
Artigo atualizado em: 01/02/2019.
