Brincar é uma das maneiras mais naturais e divertidas da criança adquirir conhecimento. O prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem são seus três objetivos. Brincando, a criança passa o tempo, demonstra aos pais e professores sua personalidade e faz descobertas.

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A Importância do Brincar na Infância

O ato de brincar não significa que a criança esteja apenas se divertindo. A brincadeira vai além da recreação: ela é considerada uma dinâmica completa, onde a criança pode praticar a comunicação com ela mesma e com o mundo ao seu redor. Durante as brincadeiras, é possível desenvolver a memória, atenção, imaginação, imitação, inteligência e afetividade, para que a criança descubra aos poucos sua personalidade.

A Importância do Brincar no Desenvolvimento Infantil

As crianças emergem no processo de aprendizagem por meio das brincadeiras; esta prática facilita a construção de sua autonomia, reflexão, além de ajudar no processo criativo. Em brincadeiras em grupo ou individuais são abrangidos, mesmo que involuntariamente, âmbitos sociais, afetivos, culturais, cognitivos, físicos e emocionais, que são vitais para o desenvolvimento infantil.

É por meio da brincadeira que a criança estabelece um contato com o mundo físico e social. Ao brincar de casinha, escolinha, mercado ou astronauta, as crianças assumem diferentes papéis. Assim, elas vão criando mecanismos que ajudam a agir diante da realidade, substituindo ações cotidianas pelas ações cumpridas pelo papel assumido.

A Importância do Brincar – Etapas de Brincadeira Segundo o Desenvolvimento Infantil

As etapas das brincadeiras variam de acordo com a idade da criança. Com menos de 2 anos, mesmo na companhia de outras, os pequenos costumam brincar sozinhos. Nessa idade, o ideal são brincadeiras que estimulem os sentidos, permitindo que eles explorem e descubram cores, texturas, sons, cheiros e gostos.

Por volta dos 3 anos, as crianças desenvolvem outro tipo de brincadeira: o faz de conta. Imitar situações cotidianas – como brincar de casinha ou fingir que é o motorista de um ônibus – permite que as crianças se relacionem com problemas e soluções, que passam do fazer imaginário para o aprender real.

A partir dos 3 anos, os pequenos estão aptos para incluir o outro nas brincadeiras. Essa é a fase em que elas deixam de brincar ao lado de outras crianças e passam a brincar com outras crianças. É a partir daí que deve-se dar importância a jogos e brincadeiras que estimulem o desenvolvimento de estratégias para tomar decisões, por exemplo, pois as crianças passam a descobrir e entender melhor sobre como seguir regras.

É importante respeitar o tempo de desenvolvimento do seu filho, pois cada criança possui um amadurecimento diferente. Veja a seguir quais brincadeiras podem se adequar à idade do seu filho:

Até os 2 Anos

    • Brinquedos musicais;
    • Histórias lúdicas de ‘faz de conta’;
    • Brinquedos de “puxar” e “empurrar”;
    • Massas de modelar;
    • Materiais de pintura (giz de cera e papel);
    • Contato com a natureza, visita a parques e zoológicos.

3 Anos

    • Brinquedos de montar e desmontar;
    • Materiais de pintura (giz de cera, lápis, papel, canetinhas);
    • Quebra-cabeças simples;
    • Massa de modelar;
    • Histórias lúdicas de faz de conta com brinquedos e objetos.

4 Anos

    • Parquinho com escorregador, balanço e gangorra;
    • Pular corda;
    • Brinquedos de montar;
    • Massa de modelar;
    • Desenhar;

5 Anos

    • Esconde-esconde;
    • Brincadeira de roda;
    • Amarelinha;
    • Correr;

Após os 6 Anos

    • Incluir jogos de tabuleiro;
    • Passeios em parques;
    • Bonecos de ação;
    • Kit artístico;
    • Pular corda;
    • Praticar esportes.

Criar momentos de interação e diversão contribuem com o aprendizado lúdico. Vale lembrar que o desenvolvimento infantil é individual. Algumas crianças começam a brincar com outras mais cedo, outras mais tarde – e não há motivo para preocupação.

Fonte:
Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo
Aderson Costa, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília

Artigo publicado em: 27/07/2017.

Artigo atualizado em: 16/01/2019.

Por: Dra. Paula Girotto

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