Como Lidar com uma Criança com Epilepsia


Como Lidar com uma Criança com Epilepsia. Ao nos depararmos com situações inusitadas, inéditas e, por vezes, assustadoras, a princípio, podemos não conseguir lidar com elas. Mas depois de estudos, momentos de reflexão e para tirar dúvidas, por exemplo, vamos acalmando e conseguindo manejar melhor o que precisamos.
E o mesmo tende a acontecer com os pais e/ou responsáveis quando os pequenos são diagnosticados com epilepsia ou até mesmo antes da confirmação do diagnóstico. E para ajudar-lhes ainda mais diante desses episódios, separamos algumas dicas que podem facilitar o dia a dia de vocês e proporcionar melhor qualidade de vida para o seu pequeno.
Um dos primeiros passos é consultar um especialista para diagnosticar a condição do seu / sua filho(a). Mas se já tiver passado dessa etapa, é fundamental conversar com o profissional de sua confiança e tirar todas as dúvidas para garantir maior controle das crises.
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Outras medidas aconselháveis envolvem:
Além disso, é fundamental apoiar a criança. E muitas vezes, ações simples já auxiliam o seu pequeno, tais como:
Pesquisem brinquedos e experiências que estimulem o pequeno a lidar com a epilepsia, a se desenvolver em outras áreas e a crescer com qualidade de vida, por exemplo;
Destaquem todas as características que vão além da condição clínica do pequeno para que interiorize que ele não se resume à epilepsia.
A epilepsia é uma doença crônica caracterizada pela repetição de crises epilépticas ao longo da vida, que costumam durar de poucos segundos a cinco minutos e, por isso, podem passar despercebidas – especialmente, quando se trata de uma crise de ausência, o que acaba dificultando o diagnóstico.
E é comum relacionarmos uma crise epiléptica a uma convulsão. Porém, as crises têm diversas formas e podem se iniciar com parada comportamental, sensação de formigamento no braço (ou em outras partes do corpo), movimentação involuntária e repetitiva dos membros, intensa rigidez muscular de curta duração, entre outras.
Como a epilepsia é um diagnóstico amplo, existem vários subtipos de epilepsias e muitos deles ocorrem na infância. Entre eles, podemos destacar a epilepsia ausência da infância e a epilepsia com descargas centro-temporais da infância, que são as entidades mais comuns nessa faixa etária. Essas epilepsias precisam ser tratadas, mas costumam melhorar com o amadurecimento da criança.
O diagnóstico adequado da epilepsia é feito através de uma boa história das crises (anamnese), avaliação de vídeos de crises, um exame neurológico, uma avaliação do eletroencefalograma e, em alguns casos, avaliação de exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia).
O tratamento da epilepsia deve ser indicado por um médico especialista em Neuropediatria após a investigação do quadro.
Sabemos que mais de 60% das crianças com epilepsia têm suas crises controladas com uma ou duas medicações anticrise. E somente diante de quadros de crises resistentes aos tratamentos serão necessárias diferentes abordagens, como a cirurgia, a implantação de um estimulador de nervo vago, a dieta cetogênica e o uso de canabidiol.
E é importante lembrar que é fundamental marcar uma avaliação neurológica caso seu / sua filho(a) apresente sinais de uma crise epiléptica. Afinal, postergar o tratamento médico pode significar prejuízos à saúde neurológica da criança e ao seu desenvolvimento de um modo geral.