O Efeito da Falta de Sono nas Crianças


Todo ser humano precisa de um descanso adequado, principalmente na infância, época em que o período de sono é fundamental para que os hormônios atuem no desenvolvimento. Assim, a falta de sono nas crianças pode causar eventuais distúrbios que prejudicam a saúde do seu filho.
Vamos compreender em mais detalhes, ao longo deste artigo, quais são os efeitos da falta de sono nesta fase da vida, e como podemos lidar com ela.
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Cada criança possui uma personalidade diferente de outras crianças, inclusive na mesma faixa etária. Assim, é importante considerar que, em cada idade, pode existir algo para interferir no sono de uma criança. Como exemplos, as cólicas, quadros febris, questões emocionais, como o nascimento de um irmão, entrada na escola, além de ansiedade ou mudanças na rotina.
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Para saber se há um problema, os pais devem estar atentos à rotina de seu filho, principalmente seus hábitos relacionados ao sono.
De forma geral, alguns padrões podem nos ajudar a identificar se uma criança está apresentando algum distúrbio relacionado ao sono:
Bebês com até 3 meses podem dormir de 15 a 20 horas por dia. Eles despertam em pequenos intervalos, podendo dormir uma noite inteira e mesmo assim tirar sonecas durante o dia.
Conforme a criança vai crescendo, a duração das sonecas diurnas e do sono da noite vão diminuindo. No entanto, o sono durante o dia continua sendo importante, para que não ocorra o acúmulo de adrenalina e cortisol no organismo, deixando a criança agitada e estressada.
É importante manter a qualidade do sono, entre 8 e 10 horas de duração à noite, até a adolescência, para garantir um desenvolvimento adequado. Qualquer comportamento muito distante disso pode ser um sinal de alerta.
Mas não devemos ser extremamente rígidos com estes padrões. Dormir nem sempre significa descanso. Procure certificar-se de que seu filho está realmente tendo uma noite tranquila.
Sinais de cansaço e irritação, sem outro motivo aparente, podem indicar que a qualidade ou o tempo do sono do seu filho não está sendo suficiente.
Quando uma criança não consegue dormir, a sua conduta torna-se alterada, não se comportando bem quando está em casa, no colégio e nas relações com os amigos e familiares.
Esta falta de sono persistente, pode alterar o estado de ânimo, habilidades, deveres ou tarefas do dia-a-dia, assim como a capacidade motora e cerebral das crianças.
Da mesma forma que os adultos, as crianças também sofrem as consequências dos transtornos do sono. E a falta dele é o distúrbio que mais pode interferir negativamente na atividade cerebral, alterando a formação da memória e os processos de comunicação, causando dificuldade para concentração e até mesmo problemas de conduta.
Em geral, as crianças em idade escolar que perdem mais de 3 ou 4 horas de sono por dia, podem apresentar, em curto prazo:
Existem casos em que a falta de sono pode levar a criança ao fracasso escolar e a desenvolver problemas psicológicos.
Entre as maneiras para começar a lidar com a falta de sono do seu filho, está tentar estabelecer uma rotina. Muitas vezes, é apenas isto que uma criança precisa, pois ela ainda não sabe gerenciar adequadamente os seus horários.
Neste momento, é importante respeitar o seu ritmo, mas buscando acrescentar elementos que ajudem a criança no seu relaxamento, como um banho morno, um ambiente aquecido e acolhedor, pouca luz e barulho, ou mesmo contar uma historinha.
Procurar o auxílio de um médico neuropediatra especialista em distúrbios do sono pode ser importante, quando você perceber que o seu filho não consegue manter uma rotina de sono adequada e, por este motivo, passa a apresentar variações de comportamento.
O neuropediatra pode identificar até que ponto a falta de sono pode ser algo momentâneo e simples de tratar, ou se está relacionada a distúrbios que, se não tratados, podem se estender por toda a vida, afetando a memória, o autocontrole, desenvolvimento motor, desempenho escolar, entre outros fatores.
Esteja sempre atento à saúde do seu filho e busque orientação o quanto antes, pois a intervenção precoce promove uma menor interferência no desenvolvimento da criança.
Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3218792/
Artigo publicado em: 26/01/2018
Artigo atualizado em: 15/08/2018
