Deficiência Intelectual Infantil

Deficiência Intelectual Infantil. Criar uma criança, ajudar na sua formação, no seu desenvolvimento, fazer parte das suas memórias, incentivar a brincar e a acreditar nos sonhos… Muitos podem achar uma tarefa difícil e se sentir confusos sobre o que fazer para acertarem em tudo que consideram importante quando o assunto é a criação de seu filho(a).

E o que eles menos querem é sair de uma consulta médica rotineira apavorados com um diagnóstico que não esperavam e já pensando em como será a vida deles e do pequeno a partir de agora.

Quando dizemos que a criança tem o desenvolvimento intelectual insuficiente (com base na média em relação às demais que estejam na mesma faixa de idade), significa um caso de Deficiência Intelectual ou de DI, que tem como principais características a dificuldade para raciocinar e para compreender as coisas.

Continue acompanhando este artigo para saber mais sobre a Deficiência Intelectual Infantil e Como o Neuropediatra Pode Ajudar nesse caso.

Conhecendo a Deficiência Intelectual Infantil

Basicamente, a DI se trata de um transtorno neurológico comum nas fases da infância e da adolescência, ou seja, antes da pessoa completar 18 anos de idade, que interfere na cognição e no comportamento adaptativo.

Logo, a deficiência intelectual é caracterizada por um funcionamento cognitivo abaixo do que é considerado normal ou do que é esperado para a sua faixa etária, limitando assim determinadas habilidades conceituais, sociais e práticas.

Enquanto que a sua causa pode ocorrer por um ou por mais fatores e eles podem ser dos mais variados possíveis, como a genética, problemas que surgiram durante a gestação ou no momento do parto, por exemplo. Além de poder estar associada a outras condições médicas, como síndrome genética e epilepsia, por exemplo.

Sinais da Deficiência Intelectual Infantil

A partir dos dois anos de idade, alguns sinais começam a se destacar dentre as habilidades comuns para a fase em que o pequeno se encontra, tais como:

  • Problema na alimentação;
  • Dificuldade com a coordenação motora (tanto a grossa quanto a fina);
  • Desinteresse por atividades apresentadas em sala de aula;
  • Pouca interação com os colegas e com a professora;
  • Dificuldade para se comunicar (identificar as letras e desenvolver a fala);
  • Esquecer o que havia aprendido anteriormente;
  • Limitação conforme as demandas escolares são passadas;
  • Problema para se adaptar nos ambientes frequentados, independentemente de qual seja;
  • Dentre outros fatores que podem variar de acordo com cada caso.

Papel do Médico

Com o diagnóstico, o médico poderá dizer qual é o nível de deficiência intelectual infantil apresentado, podendo variar entre leve (50-70), moderado (36-49), grave (20-35) e profundo (inferior a 20). Ele é feito clinicamente em crianças com mais de 05 anos, após a avaliação física e do histórico familiar, e a realização de exames de imagem e de testes de inteligência padronizados e individualizados.

No teste de QI, em que há uma comparação entre as idades cronológica e mental, a numeração tem que estar abaixo de 70 na escala Wechsler ou de 68, na Standford-Binet. Já em relação à avaliação, o médico leva em consideração as funções adaptativas nos âmbitos:

  • Social: interpessoal, responsabilidade, autoestima, seguir leis e regras, credibilidade;
  • Conceitual: linguagem, leitura, escrita, raciocínio matemático, memória;
  • Habilidades práticas: atividades da vida diária, como se alimentar, se vestir, brincar.

Depois que o quadro é estudado e o médico verifica se existem outras condições médicas, é a hora de começar o tratamento. Porém, não existe nenhum específico para a deficiência intelectual infantil.

O neuropediatra trabalha em conjunto com outros profissionais, como nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, dentre outros, com o intuito de proporcionar uma melhor qualidade de vida e de ajudar a minimizar os sintomas dos demais transtornos e de comportamentos desafiadores, que envolvem: agressão, mudança de humor, ansiedade, dentre outros.

Por isso é tão importante comparecer às consultas médicas. Somente os especialistas que se dedicam ao atendimento infantil saberão diagnosticar e indicar as melhores abordagens para cada caso.

Referência: HealthyChildren.org

Artigo Publicado em: 10 ago, 2017 e Atualizado em: 10 dez, 2020

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!