Meu Filho Não Foi Bem Esse Ano. Ao acompanhar a rotina escolar de seu filho, você vê que, apesar de ele fazer as lições de casa, estudar para as provas, se esforçar e dar o seu máximo, ainda sim ele apresenta dificuldades para aprender, para entregar resultados positivos, principalmente quando os assuntos estão relacionados às matérias de Português e de Matemática.

Você começa a se preocupar com as notas baixas e disponibiliza ainda mais tempo para estudar com a criança, mas ela ainda dá indícios de que precisa de ajuda. E até recados da escola relatando que o pequeno não consegue acompanhar o ritmo dos demais colegas de classe já andou recebendo.

E agora? Será que brigar e colocar de castigo são mesmo as únicas soluções? Continue acompanhando este artigo para saber o que fazer a respeito e se o Neuropediatra Pode Ajudar as Crianças que foram mal na escola.

Meu Filho Não Foi Bem Esse Ano

Meu Filho Não Foi Bem Esse Ano – Por Trás das Notas Baixas

O primeiro passo é ouvir o que a instituição tem a dizer, observar o comportamento da criança ao realizar as tarefas em casa, procurar a ajuda de um profissional e ainda buscar entender melhor o que está acontecendo com o seu filho.

Ao se inteirar do assunto, se depara, basicamente, com duas opções: Transtorno de Aprendizagem e Dificuldade Escolar. E por mais que a dúvida seja sanada por meio de um diagnóstico médico, ambos têm relação com as questões pedagógicas, ou seja, podem influenciar diretamente no rendimento escolar do seu filho.

A Dificuldade Escolar

A Dificuldade Escolar se trata de uma falta de habilidade para absorver os conteúdos educativos ensinados, por causa de uma falha no método de ensino do professor, devido a uma inadequação no ambiente escolar ou até mesmo, por razões de problemas emocionais e/ou familiares, dentre outros motivos.

Nestes casos, as possíveis soluções são a sugestão de uma mudança na metodologia de ensino, acompanhamento psicológico ou de qualquer outro profissional do ramo que a criança se identificar, além de mais tempo para as conversas em família, por exemplo.

Transtornos de Aprendizagem

Já o Transtorno de Aprendizagem nada mais é do que uma dificuldade do cérebro em processar corretamente as informações verbais e não verbais, ou seja, há uma resistência para aprender e entender os sinais verbais e não verbais, e para acompanhar o desenvolvimento dos pequenos da mesma idade.

Geralmente, ele é caracterizado por atingir crianças em fase escolar, que apresentam resultados abaixo do esperado para a sua faixa etária, para o desenvolvimento e para a capacidade cognitiva. Além disso, o distúrbio costuma ser classificado em:

  • Dislexia: causa prejuízo na hora da criança ler;
  • Disgrafia: dificuldade para se expressar por meio da escrita;
  • Discalculia: deficiência de aprendizagem na área da Matemática;
  • TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade): caracterizado por desatenção, inquietude e uma impulsividade;
  • Dispraxia: dificuldade do cérebro para desempenhar os movimentos de forma correta.

Apesar de cada uma dessas classificações ter os seus sinais específicos, existem algumas características que são comuns em todos os tipos de transtornos, como:

  • Dificuldade persistente para aprender novas habilidades, principalmente, as que envolvem os princípios acadêmicos fundamentais, como ler e escrever;
  • Interferência na hora de ser organizar;
  • Falta de habilidade para fazer e manter o planejamento de tempo e cronológico;
  • Sofrem interferência no raciocínio abstrato;
  • Perda de memória a longo ou a curto prazo;
  • Falta de atenção, de um modo em geral.

Saiba Mais sobre os Transtornos de Aprendizagem.

Para fazer o diagnóstico de qualquer tipo de Transtorno de Aprendizagem é preciso reparar se os sintomas listados a seguir estão persistindo a pelo menos seis meses, mesmo após a inserção de aulas de reforço na escola ou da tentativa de recuperação de todo o conteúdo acadêmico destinado à faixa etária em que ela se encontra. Os sintomas são:

  • Leitura, em voz alta, de palavras isoladas, de forma incorreta ou lenta e hesitante;
  • Apresentar dificuldades para soletrar as palavras;
  • Cometer diversos erros gramaticais ou de pontuações nas frases;
  • Dificuldade na hora da interpretação de texto;
  • Tentar adivinhar as palavras;
  • Dificuldade para escrever (adicionando, omitindo ou trocando a ordem das letras para a construção de uma palavra ou até mesmo de uma frase coerente);
  • Falta de habilidades com os números de um modo em geral, como perder-se na hora de realizar uma operação matemática, contar com os dedos em vez de montar a conta no papel e trocar as operações que está realizando, por exemplo.

Por isso, as opções de Tratamento para os Transtornos de Aprendizagem são:

  • Intervenção Psicopedagógica;
  • Programas educativos especiais;
  • Intervenção com uma Fonoaudióloga;
  • Uso de medicamentos para os casos mais graves.

Além do mais, é importante reforçar que todo e qualquer diagnóstico deve ser feito única e exclusivamente por um médico com experiência em Dificuldade no Aprendizado, por isso é importante fazer um acompanhamento médico para prevenir ou para tratar as possíveis dificuldades e/ou doenças.

Referência: LD OnLine

Artigo Publicado em: 17 maio, 2017 e Atualizado em: 07 novembro, 2019

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!