Xixi na Cama. Virou uma constante na sua casa: Você já perdeu a conta de quantas vezes entrou no quarto da criança e se deparou com a cama encharcada de xixi, não é mesmo? Sem contar que não aguenta mais repetir para que o pequeno chame-os caso queira ir ao banheiro ou tenha sujado a cueca ou a calcinha.

Mas quantos anos a sua filha ou o seu filho tem? Ele(a) foi ensinado ou criado com qual tipo de hábito? Como pais e/ou responsáveis, explicaram a importância que isso pode ter para eles?

Neste momento, devem estar se perguntando o que todas essas perguntas têm a ver com o assunto, né?! Pois bem, eu te explico! Basta continuar acompanhando este artigo para saber mais sobre a enurese e em qual momento ou situação o Neuropediatra deve ser procurado.

Xixi na Cama – Até Quando?

Fazer Xixi na Cama é considerado normal em crianças de até cinco anos de idade, ou seja, os pais não precisam se alarmar. Esta faixa etária faz parte do desenvolvimento sensorial infantil, um momento em que os pequenos estão aprendendo muitas coisas, entre elas a não usar mais as fraldas e a controlar a vontade de urinar a qualquer hora, independentemente se estão acordados ou não.

Porém, se o seu filho ou filha já passou dessa fase, é importante que os pais e/ou responsáveis fiquem atentos e observem se ele(a) acorda para ir ao banheiro quando sentem necessidade, mesmo que sintam algumas gotas em suas peças íntimas. Se eles não conseguem segurar a bexiga com certa constância e frequência ou se o problema está associado a outros distúrbios do sono como o terror noturno, procurem um médico especialista para que ele possa resolver esse tipo de disfunção.

Isso deve ser feito o quanto antes para evitar que haja um comprometimento na autoestima do pequeno, para que ele não se sinta mal ou incomodado ao acordar com a cama molhada e nem chegue a considerar a não dormir na casa de seus amigos, por exemplo.

Sabe-se que esses quadros de enurese primária (noturna) são causados, em 90% dos casos, por motivos de genética ou devido à constipação, que é quando a criança segura a urina e as fezes acabam acumulando até comprimir a bexiga, até que o xixi acaba saindo involuntariamente.

Formas de Tratamento

Para contornar esse tipo de situação, existem alguns tipos de tratamento:

  • Terapia Motivacional: a criança marca no calendário, os dias em que não molhou a cama. Ao ver que estão se saindo bem, se sentem mais confiantes, maduros e responsáveis;
  • Tratamentos Ativos:
    • Alarmes: Instalar sensores nas peças íntimas, que emitem um som quando a criança acaba sujando-as. Ela recebe alta quando consegue ficar 14 noites seguidas sem fazer xixi na cueca ou na calcinha;
    • Hormonal: é aplicado quando o alarme não funciona, por exemplo, e a enurese noturna permanece por mais de três meses. Ao utilizar a “desmopressina” (hormônio que reduz a produção de urina durante o período de sono). As doses são diminuídas, gradativamente, até a alta, a partir do momento em que o pequeno passar um mês sem se molhar.
  • Treinamento da Bexiga: a ideia é fazer com que a criança segure a vontade de urinar por intervalos mais longos, ou seja, o máximo que conseguirem.

De Olho nas Dicas!

Além de procurar ajuda médica, os pais e/ou responsáveis, podem tomar algumas atitudes para ajudarem os seus filhos a ficarem mais tranquilos e mais confortáveis diante deste tipo de situação, como:

  • Não deixar que bebam qualquer tipo de líquido, duas horas antes de dormir;
  • Levar a criança para urinar antes das noites de sono, mesmo que não tenham vontade;
  • Estabelecer uma rotina para que entendam que existem horários a serem cumpridos;
  • Conversar para que se acalmem e consigam soltar todo o líquido que estiver na bexiga;
    Lembre-os que não é culpa deles;
  • Considerem premiá-los pela manhã se acordarem secos;
  • Para ajudar na observação urinária, anote todo e qualquer tipo de dado, como a quantidade de idas ao banheiro, o volume eliminado e se apresentam outros sintomas, por exemplo;
  • Dentre outras dicas que possam se encaixar na sua família.

Referência: KidsHealth

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!