Afasia Infantil. Os cuidados e precauções que devem ser tomados após o nascimento de um bebê fazem parte de uma lista extensa e interminável. Um deles envolve a função da linguagem, que quando afetada e/ou lesionada, pode resultar em uma maior dificuldade para ele se expressar verbalmente, para entender o que lhe é dito, assim como, para ler e escrever também.

Quando uma criança começa a apresentar estes sinais em condições anormais (levando-se em consideração a idade, os fatores externos, as experiências vividas e descartando demais quadros clínicos, por exemplo), é preciso ficar atento e conversar com o neuropediatra, que é um dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos pequenos.

O Distúrbio da Linguagem em questão (Afasia) não se trata de uma doença em si, mas de um dos sintomas primários de uma lesão cerebral, que pode ser desencadeada por diversos motivos, conforme você pode conferir a seguir. Continue acompanhando este artigo para saber mais sobre a Afasia Infantil.

Conceito de Afasia

A Afasia Infantil é um distúrbio da linguagem adquirido ao longo da vida, devido à uma lesão no cérebro, mais precisamente, na região do Sistema Nervoso Central (SNC). Logo, a criança pode parar de falar ou passar a apresentar dificuldades para se comunicar verbalmente e para entender o que as pessoas ao seu redor estão dizendo.

O distúrbio afásico infantil tem como pré-requisito principal o pequeno ser um falante constituído, o que ocorre por volta dos dois anos de idade, ou seja, na fase em que ele é apresentado à língua materna e passa a conhecer seus aspectos mínimos, como, por exemplo, fonemas e a construção de frases simples.

Enquanto isso, os sintomas e a gravidade de cada caso dependem da localização e da extensão da lesão sofrida, assim como, das experiências, dos hábitos, da educação e da inteligência de cada criança.

Classificação da Afasia Infantil

Como cada caso é único, existem diversas classificações de afasia infantil – elas variam de acordo com as características de cada quadro –, mas, basicamente, ela é dividida em dois tipos:

  • Afasia emissiva: na categoria em questão, há o comprometimento na capacidade do pequeno de se expressar (por exemplo, ele pode emitir frases desconexas ou sem o complemento adequado, ou mesmo, não falar);
  • Afasia receptiva: enquanto isso, neste tipo de classificação, a maior dificuldade enfrentada está relacionada à compreensão da linguagem (ele pode não: compreender frases mais complexas e longas, conseguir diferenciar alguns sons, entender as ordens que lhe estão sendo dadas e, logo, ganhar a fama de ter um mau comportamento, e assim por diante).

No entanto, esta condição médica também pode interferir na escrita da criança, já que ela corre o risco de também perder a capacidade de simbolizar e de traduzir o comando correto ao cérebro para que a ação ocorra.

Consequentemente, esta função será mais defasada gramaticalmente e limitada em relação aos assuntos, assim como, haverá uma maior dificuldade para encontrar as palavras certas na hora de montar uma narrativa, por exemplo.

Causas da Afasia Infantil

Os principais fatores desencadeantes de um quadro de perda da capacidade de compreender e/ou de formular a linguagem na infância costumam ser:

Afasia Infantil e as Formas de Tratamento

O tratamento da afasia infantil deve ser iniciado o quanto antes, para que os impactos ocorram de uma forma mais branda e porque o cérebro das crianças tem mais plasticidade, aumentando assim, as chances de haver sucesso nas mudanças essenciais para adaptação da nova realidade.

Geralmente, o primeiro contato de um caso de afasia é com o neuropediatra, devido aos acompanhamentos necessários durante os primeiros anos de vida da criança. Ao suspeitar ou identificar o quadro, ele irá começar as abordagens necessárias.

Uma das abordagens envolve o trabalho de um(a) fonoaudiólogo(a). Este profissional fará a avaliação do quadro, planejará a reabilitação mais adequada para o caso em questão e promoverá a habilitação da linguagem (oral e/ou escrita). Por meio delas, a criança poderá recuperar funções já adquiridas e aprender outras novas.

Em paralelo, deve haver o acompanhamento, individual, com um(a) terapeuta ou com um(a) neuropsicólogo(a). Isso, para que haja uma compreensão melhor do caso de cada paciente e um trabalho nas habilidades de comunicação e da cognição (memória, atenção, raciocínio, etc). Assim como, o apoio da família e da escola também é fundamental para o tratamento de afasia infantil.

Mas lembre-se, na presença de qualquer um destes sintomas ou caso suspeite de que seu filho apresenta um atraso anormal para a sua faixa etária e considerando diversas variáveis, procure o neuropediatra de sua confiança, mesmo que ainda não esteja na hora da consulta de rotina.

Referência: Child Neurology Foundation

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!