AVC Infantil – Sinais, Tratamento e Prevenção


Confusão mental, perda da fala, desmaio, convulsão, perda ou dificuldade para mover um dos lados do corpo, repuxar a boca e/ou uma das pernas (mancar)… Ao presenciar este tipo de cena, inúmeras hipóteses passam pela sua cabeça, mas, a não ser que seja da área da saúde, dificilmente a mais correta invadiria a sua mente: sinais de AVC Infantil.
Apesar de 25% das causas do acidente vascular cerebral infantil ainda serem desconhecidas, existem fatores que antecedem esta condição. Continue acompanhando este artigo para saber mais sobre o AVC Infantil, quais são os Sinais, o Tratamento e a Prevenção existentes.
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O AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou derrame cerebral, como é popularmente conhecido, se trata de um distúrbio que ocorre quando há o entupimento ou o rompimento dos vasos responsáveis por transportarem o sangue ao cérebro, provocando uma paralisia da área cerebral que ficou sem a irrigação sanguínea necessária. Ele é classificado em dois tipos:
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Esta condição, que também pode ser chamada de Acidente Vascular Encefálico (AVE), costuma se manifestar nos adultos, mas, embora seja raro, pode acometer as crianças e os adolescentes.
Diferentemente do acidente vascular cerebral que atinge os adultos – geralmente, está relacionado aos distúrbios arteriais, ao tabagismo, à obesidade e à hipertensão, por exemplo –, o AVC que atinge as crianças tem como principais causas os seguintes fatores:
Além disso, existem fatores de riscos, como ser um recém-nascido de até 28 dias de vida e ser diagnosticada, ou ainda não, com:
Assim como acontece nos adultos e nos mais velhos, os sinais do AVC que acometem as crianças são a perda muscular, a dormência, a tontura e as alterações de memória ou da fala. Porém, nesta fase da vida, destacam-se a dor de cabeça de início súbito e as crises epilépticas. Já no caso dos recém-nascidos, estão em evidência:
As formas de tratamento do AVC Infantil envolvem, primeiramente, as manutenções da glicemia, do volume sanguíneo, da oxigenação, da temperatura corporal e da pressão arterial.
Sem contar que é igualmente importante detectar quais são os fatores de risco de cada caso, para que assim, consigam identificar qual é a melhor abordagem terapêutica para evitar um novo quadro de acidente vascular cerebral.
E, apesar de também se tratar de uma condição grave nos mais novos, que pode levar à morte ou deixar sequelas graves (como, paralisia cerebral e dificuldade para andar e falar, por exemplo), as chances das crianças se recuperarem são maiores.
Isso se dá porque, nos primeiros anos de vida, os neurônios têm mais capacidade de formar novas conexões. Assim como, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento adequado forem feitos, melhores são as chances de reverter as sequelas.
Como se trata de um quadro raro e devido ao fato de muitos ainda duvidarem da sua existência, as famílias acabam ignorando os fatores que antecedem o derrame cerebral, logo a prevenção do AVC infantil dificilmente é realizada.
Entretanto, existem algumas exceções, como ocorre nos casos dos pequenos com anemia falciforme, com doenças que precedem a trombose e que já tiveram um episódio de AVC anteriormente.
Na primeira situação, é possível identificar o risco de AVC infantil através do exame de Doppler Transcraniano, que deve ser feito periodicamente. Caso apareçam alterações na imagem, pode haver necessidade de realizar uma transfusão sanguínea como forma de prevenção. Já no segundo caso, são receitados medicamentos anticoagulantes preventivos.
Enquanto isso, as crianças que já tiveram um derrame cerebral devem fazer uma prevenção secundária, por meio de doses diárias de ácido acetilsalicílico, com o intuito de evitar que ocorram novos episódios.
Além disso, é válido ressaltar a importância de procurar a ajuda de um Neuropediatra ao menor sinal de anormalidade em seu filho. Afinal, quanto antes o diagnóstico é feito, maiores são as chances de obter um tratamento adequado e/ou de evitar ou de reverter sequelas.
Referência: American Stroke Association