Qualidade da Alimentação no Desenvolvimento Cerebral. Você tem percebido que o seu filho está desanimado, sem energia e que ainda está apresentando uma maior dificuldade para se concentrar nas suas tarefas simples e diárias? A princípio, você acha que pode ser por causa de uma mudança de hábito, pelo fato de ele não estar tendo uma boa noite de sono ou até mesmo suspeita que ele possa estar com alguma doença mais grave e começa a procurar na internet e marcar consulta médica.

Mas você já parou para pensar que o problema pode ser bem mais simples do que você possa estar imaginando? Neste caso, estamos falando do hábito alimentar, que por mais que as pessoas não pensem dessa forma, ele é um fator fundamental para que a criança tenha uma vida e corpo saudáveis, além de um bom desenvolvimento cerebral.

Continue acompanhando este artigo para saber Como a Qualidade da Alimentação Pode Afetar o seu Filho, principalmente, quando o assunto em questão é o desenvolvimento cerebral da Criança.

Como a Qualidade da Alimentação Pode Afetar Meu Filho – A Importância de se Ter uma Boa Alimentação

Com o mundo em constante evolução e transformação, o ramo alimentício não fica imune a elas. Resultado de que isso acontece até mesmo neste setor são: os lançamentos de produtos, as mudanças nos hábitos alimentares, a inserção de novos ingredientes e até mesmo de vitaminas, por exemplo.

E o que muitos não perceberam é que esses fatores poderiam interferir e afetar, automaticamente, no desenvolvimento das crianças, que se encontram em fase de crescimento e de fixação de hábitos, de costumes e de manias que servirão como base para se tornarem os adultos que serão um dia.

O alimento, quando é apresentado de maneira equilibrada e condizente com a dieta ideal para cada criança, é um forte aliado para o seu desenvolvimento. Porém, no momento em que é oferecido de forma aquém do esperado, acaba resultando em um déficit de nutrientes.

Esse déficit, inclusive, pode estar presente até mesmo em quem está acima do peso, já que, apesar de estar se alimentando, pode estar consumindo apenas alimentos industrializados ou com componentes (vitaminas, nutrientes, fibras…) abaixo do que é apropriado para o seu gasto diário ou do que é necessário para que possa ter um bom desenvolvimento cerebral, cognitivo, social, afetivo e motor.

Qualidade da Alimentação no Desenvolvimento Cerebral – Cuidados a Serem Tomados

Quando o assunto é alimentação, é preciso que você fique atento em alguns hábitos que possam estar contribuindo para que o seu filho não tenha um bom desenvolvimento cerebral. Por isso, se atente a alguns detalhes e procure corrigi-los o quanto antes, como:

  • Não ter horário definido para se alimentar;
  • Consumir uma grande quantidade de açúcar por dia, que pode estar em alimentos como, cereal, doce, bolacha / biscoito recheado, chocolate e produtos industrializados, por exemplo;
  • A babá não consegue inserir ou manter um hábito alimentar saudável, ou seja, ela tem dificuldade para fazer a criança ingerir frutas, verduras, legumes, carboidratos, etc., na hora e na quantidade indicada para o pequeno;
  • Não beber água conforme o indicado pelo médico que o acompanha;
  • Se alimentar enquanto assiste televisão ou interage com um celular, computador, videogame ou tablet, por exemplo;
  • Ter pouca variedade no cardápio durante a semana, o que faz com que ele enjoe da comida e perca o apetite;
  • A criança se recusa a experimentar novos sabores e alimentos;
  • Os horários das refeições dos pais não coincidem com o(s) do pequeno(s);
  • Dentre outros.

Além disso, é importante ressaltar que outros costumes devem ser implantados ou reforçados, ainda mais nessa faixa etária, juntamente com uma boa alimentação, para que a criança tenha um bom desenvolvimento não só cerebral, como ter:

  • Uma rotina na casa;
  • Regras e limites que precisam ser seguidos e cumpridos;
  • Uma boa noite de sono;
  • Hora específica do dia para brincar;
  • Momento de lazer, de preferência com os pais;
  • Horário para realizar as suas tarefas da escola;
  • Mais tempo com os pais para que os vínculos familiares sejam criados e/ou reforçados;
  • Dentre outros exemplos que os estimulem e os ajudem a crescer e a se desenvolver normalmente.

Referência: The Brain Workshop

Artigo Publicado em: 12 jul, 2017 e Atualizado em: 31 out, 2019

Neurologista Infantil SP - Compartilhe!