Síndrome de Arnold Chiari – Saiba Mais


A Malformação de Chiari, anteriormente conhecida como Síndrome de Arnold-Chiari, tem origem ainda na fase pré-natal. No entanto, algumas pessoas só vêm a desenvolver os sintomas durante a adolescência ou vida adulta.
Tal condição caracterizada pelo tecido cerebral que se estende até o canal espinhal. Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre a Síndrome de Arnold-Chiari, seus sintomas, seu diagnóstico e suas formas de tratamento.

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A Síndrome de Arnold-Chiari é uma malformação rara que acomete o sistema nervoso central do paciente, gerando dificuldades de equilíbrio, perda de coordenação e problemas visuais, por exemplo.
Essa malformação, que pode ser genética e ocorre ainda no desenvolvimento do feto, tem como principal característica o desenvolvimento inadequado do cerebelo – parte do cérebro responsável pelo equilíbrio –, e pode ser classificada em quatro tipos principais:
Por não se ter uma origem exata, a Síndrome de Arnold-Chiari ainda divide opiniões e costuma ser contestada. Alguns médicos acreditam que a enfermidade deriva de uma desordem na circulação do líquido cefalorraquidiano (LCR); outros acreditam que se dá pelo tamanho inferior da fossa posterior, onde se encontra o cerebelo.
Devido ao fato de estar diretamente relacionada à manutenção do equilíbrio, a síndrome que acomete a fossa posterior da cabeça costuma causar distúrbios dessa ordem. Porém, a perda de estabilidade é apenas um dos sintomas que acompanham os pacientes. Outras manifestações que podem ser percebidas são:
Mas algumas crianças podem não apresentar sinais ou sintomas, e consequentemente nem devem necessitar de um tratamento para a condição, que costuma ser detectada após a realização de testes para distúrbios não relacionados.
Em determinadas situações, esta doença rara pode progredir e ocasionar complicações associadas graves, tais como:
Ao perceber que algo está errado, é preciso ficar atento aos sintomas da síndrome e buscar um(a) neuropediatra especializado(a), a quem caberá a realização de todos os exames necessários para confirmar, ou não, a existência da Síndrome de Arnold-Chiari na criança.
Quanto ao tratamento, a melhor abordagem depende de forma, gravidade e sintomas associados, mas costuma envolver monitoramento regular, fazer uso de medicamentos e se submeter a uma cirurgia, ou até mesmo nenhuma intervenção.
É comum que os pacientes com suspeita desta malformação sejam submetidos a exames de ressonância nuclear magnética, que capta imagens capazes de determinar a junção do crânio com a região cervical, possibilitando o planejamento do melhor tipo de intervenção.
Se for constatado que a junção entre as regiões está ocasionando uma deterioração do tecido cerebral com progressão e agravamento dos sintomas, a intervenção cirúrgica, como a descompressão, pode ser o meio de tratamento mais adequado.
Já aqueles pacientes infantis que não sofrem alterações anatômicas severas na estrutura cerebral podem se recuperar por meio do uso de medicamentos controlados, que ajudam a amenizar os sintomas presentes nesta Síndrome.
É importante ressaltar que apenas os médicos especialistas em Neuropediatria ou Neurocirurgia podem oferecer a melhor opção de tratamento para cada caso infantil, assim como confirmar o diagnóstico da malformação de Chiari.
Artigo Publicado em: 18 out, 2017 e Atualizado em: 09 de junho de 2022